sábado, 20 de setembro de 2008
Na próxima semana...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Concurso Microsoft Brasil, Prémio Educadores Inovadores
Parabéns a…
- professores e alunos das escolas do Brasil, de Portugal e de França;
- Cláudio Fragata, cuja obra “Seis Tombos e um Pulinho” deu o mote para este trabalho colaborativo;
- Alberto Santos-Dumont, cujos voos nos levaram também a voar… aprendendo a cair e a levantar de novo...
Obrigada a...
todos os que colaboraram, acreditaram, apoiaram, incentivaram este projecto.
Nota: este projecto contou com o apoio do Centro de Competência da Universidade do Minho na realização da Videoconferência, denominada VideoVoo, realizada no dia 30 de Maio, e aqui noticiada.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
O que aprendi com este voo?
(para aumentar o tamanho do livro, dê duplo "click" sobre a imagem)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Uma homenagem a Santos-Dumont

Cada ano, no dia 24 de junho, diante das fogueiras de São João, que no Brasil constituem uma tradição imemorial, eu enchia dúzias destes pequenos "mongolfiers" e contemplava extasiado a ascensão deles ao céu.
(In http://www.cabangu.com.br/pai_da_aviacao/7-pessoa/despertar.htm)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
VideoVOO
Se, para Toquinho,
… o futuro é uma astro nave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
e por que acreditamos, como disse António Gedeão, que
O Sonho comanda a vida
conseguiremos então, tal como Jacques Brel,
attendre l’inaccessible étoile?
Não sabemos se algum dia alcançaremos essa inacessível estrela mas temos a certeza de que, e usando as palavras de Sebastião da Gama, o que queremos “é que eles vivam felizes!”… e… que aprendam… partilhando e crescendo num mundo novo global e livre.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Nossas invenções
Também fizemos a releitura da obra, criando painéis e resumindo o testo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Nossos Sonhos
domingo, 25 de maio de 2008
Um voo de asas
Esta história de Santos Dumont me ensinou a não desistir dos meus sonhos. Se cair, tentar levantar e não ter medo de cair de novo, tentando sempre aprender com os erros."
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Entrevista a Cláudio Fragata - 7.ª parte

Quanto tempo levou a escrever este livro?
Entre a idéia de escrever sobre Santos-Dumont e a publicação do livro passaram-se seis anos. Foram vários anos de pesquisa. Fui me tornando muito íntimo de Santos-Dumont.
Que reacção teve quando o livro foi publicado?
A reação foi excelente. Em pouco mais de um mês do lançamento, o livro foi para a segunda edição.
Escreveu exactamente o que se passou na vida de Santos-Dumont ou acrescentou pormenores?
Procurei ser absolutamente fiel aos fatos. Para evitar deslizes históricos, pedi consultoria ao sobrinho-bisneto de Santos-Dumont, o agora meu amigo Marcos Villares. Mas eu não queria escrever mais uma biografia de Santos-Dumont. Nem queria que fosse um livro acadêmico, chato de ler. A vida de Santos-Dumont me pareceu uma grande aventura e era isso o que eu queria passar aos leitores. Decidi contar sua história de outro ponto de vista, a partir dos grandes “tombos” que ele levou, ou seja, os acidentes que sofreu até conseguir voar.
Sentiu prazer em escrever este livro?
Escrever, por mais agradável que seja o tema, sempre é um sofrimento, uma ansiedade muito grande. Não foi diferente com esse livro. Mas, ao mesmo tempo, Santos-Dumont foi uma pessoa tão notável, sua vida foi uma seqüência de feitos tão extraordinários, que muitas vezes tive a sensação de estar inventando um personagem de ficção e não escrevendo sobre um personagem real.
Qual foi a parte deste livro que preferiu redigir?
Não me lembro de nenhuma parte em especial. Cada capítulo foi uma aventura para mim. Hoje gosto muito de ler a passagem do vôo de Santos-Dumont num balão em plena tempestade. É maravilhosa a sensação que ele teve. Chega a dizer que se sentiu parte da natureza quando se viu entre raios e trovões.
Por que motivo deu ao seu livro o título Seis Tombos e Um Pulinho e não Santos-Dumont?
Pelo motivo que descrevi acima. Quis fugir de um livro convencional. Me interessou contar a história a partir de seus momentos mais emocionantes e... perigosos! Quanto ao pulinho do título, é uma referência ao momento da decolagem do 14-Bis. Na época, os detratores de Santos-Dumont disseram que um vôo de 60 metros não era um vôo, mas apenas um “pulo”. Vejam vocês que invejosos existem em qualquer lugar, em qualquer época...
O título foi-lhe imposto pela editora?
Muito ao contrário. Tive total liberdade. A editora chegou a questionar o diminutivo de pulo. Temia que a palavra “pulinho” infantilizasse a obra, o que poderia desestimular os leitores mais velhos. Mas os brasileiros têm uma relação diferente com diminutivos. Usamos demais, penso que seja uma necessidade afetiva que temos. E também para dar uma nota de humor. O humor era imprescindível nesse livro. Eu queria contar a história de Santos-Dumont de uma forma ao mesmo tempo aventuresca e bem humorada. A palavra pulinho, já no título, acenava para isso. A editora acabou concordando comigo.
Quando escreveu o seu livro pensou que ia ter sucesso?
Claro que no fundo é o que se quer. Ninguém escreve um livro para não ser lido ou não valeria o esforço. Mas penso e não penso sobre isso. Sucesso é uma palavra traiçoeira. Não tenho o sucesso como projeto, mas como conseqüência de um trabalho realizado com dedicação. O que me importa e me deixa feliz é que o livro atingiu e continua atingindo centenas de leitores. Até de além-mar, não é mesmo?
Qual a reacção da editora e dos leitores quando lançou o seu livro?
Eu fiquei surpreso com a reação dos adultos. Escrevi pensando no público jovem, mas os adultos leram com muito interesse. Recebi inúmeros e-mails de pais, professores, universitários e até de pessoas ligadas à aviação, todos entusiasmados com a leitura do livro. Algumas livrarias de São Paulo colocaram Seis Tombos e Um Pulinho entre os livros da seção dirigida ao público adulto.
O que o inspirou para escrever este livro?
Foi a leitura de um livro escrito pelo próprio Santos-Dumont chamado O que eu vi, o que nós veremos. É um relato muito emocionante.
Com que sensação ficou depois de ter escrito este livro?
A de ter voado alto. Mas sem vertigem. E sem medo de cair.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Uma notícia triste
sábado, 17 de maio de 2008
BERTRAND PICCARD, mais um suiço com sonhos aéreos!
Com estas palavras - que nos lembram a persistência do nosso Santos-Dumont! - somos recebidos no sítio de mais um suiço, Bertrand Piccard, que sonha voar de maneira económica com a energia solar (solar impulse). Cada um com o seu sonho! Aqui fica a referência do sítio:
http://bertrandpiccard.com/fr/index.php
Santos-Dumont queria... voar! E conseguiu!
Yves Rossy quer... voar com umas asas às costas! E está a conseguir!
Bertrand Piccard quer... voar respeitando o ambiente, sem poluir! E está a conseguir!
Quem pode ousar hoje não acreditar no PODER DOS SONHOS?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
14 DE MAIO DE 2008 - Yves Rossy, voando pelos céus suiços...
No sítio deste jornal brasileiro podem ver fotos deste voo com asas às costas. Ai se Ícaro soubesse...
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int172868,0.htm
No http://www.youtube.com/ podemos ver o voo e ouvir os comentários do próprio Yves:
http://www.youtube.com/watch?v=bEXxkWXncuo
E por fim, aqui fica o sítio de Yves Rossy onde temos vários testemunhos sobre este desejo de voar suiço:
http://www.jet-man.com/prod/index.html
quarta-feira, 14 de maio de 2008
RETRATO DO NARRADOR
- é protector em relação a Santos-Dumont porque gosta dele;
- procura pôr os leitores do lado do protagonista, influenciando-os positivamente;
- é sincero (honesto) porque diz o que pensa, sem rodeios, e quando tem que criticar Santos-Dumont, não hesita;
- procura ser cómico e fazer rir os leitores;
- é supersticioso, mas não quer mostrá-lo;
- tem admiração por Santos-Dumont e defende-o constantemente quando acha que o seu protagonista tem razão;
- é credível porque apresenta provas do que diz;
- é inteligente porque tenta cativar os leitores para que compreendam a história e a sigam até ao fim;
- é uma pessoa culta porque para escrever este livro sobre Santos-Dumont teve forçosamente que se documentar bastante.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O NARRADOR e as suas marcas
(Dê duplo "click" sobre a imagem para a aumentar)
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Entrevista a Cláudio Fragata - parte 6
(Imagem in http://www.cabangu.com.br/)
Qual foi o motivo que o levou a escrever sobre Santos-Dumont?
O que primeiro me deslumbrou foi um livro escrito pelo próprio Dumont chamado O que eu vi, o que nós veremos. Ali ele contava algumas de suas aventuras e descobri que não sabia quase nada sobre a vida extrordinária desse brasileiro. Descobri que sua vida era muito mais do que a invenção do 14-Bis. Tinha sido uma verdadeira aventura, cheia de riscos e emoção. Como eu adoro aventuras, resolvi contar o que havia descoberto para que outras pessoas conhecessem melhor a história de Santos-Dumont.
O que representa Santos-Dumont para si?
Representa o poder da imaginação, a capacidade de inventar, qualidades que mudaram a história da humanidade. Santos-Dumont é a maior prova de que a imaginação impulsiona o homem em sua evolução. Sua resignação e capacidade de aprender com os erros também são uma lição. Ele nos mostra que devemos seguir nossos sonhos e não abandoná-los à primeira dificuldade.
Quando é que começou a interessar-se por Santos-Dumont?
Quando li o livro mencionado acima, O que eu vi, o que nós veremos. Penso que isso aconteceu em 1999.
Já esteve no local onde Santos-Dumont voou pela primeira vez com o 14-Bis?
Sim. Em Paris, em Saint-Cloud, há um monumento em homenagem a ele que fiz questão de visitar quando estive lá.
Já publicou mais obras sobre Santos-Dumont?
Livro mesmo, apenas Seis tombos e um pulinho. Mas, como jornalista, escrevi reportagens sobre ele para as revistas Galileu e Globo Ciência. Fiz também um poema chamado Alberto, que foi publicado em Recreio. As primeiras estrofes são assim:
Quem é esse homem
que voa sem asas?
Que passa de balão
por cima das casas?
Quem é esse homem
de estranho chapéu
que voa em volta
da Torre Eiffel?
Como “conheceu” o Santos-Dumont?
A primeira pista, como disse, foi O que eu vi, o que nós veremos. Depois li outro livro escrito por ele, Meus Balões. Daí fui lendo tudo o que foi escrito sobre Santos-Dumont, até me sentir seguro para contar a história a minha maneira.
Já viajou num balão de ar quente? Gostou? Se viajou teve medo? E como é? E o que sentiu?
Já e me senti vivendo a mesma emoção de Dumont. É bem diferente de um avião. É um movimento quase imperceptível, como se a gente estivesse flutuando sobre uma nuvem. Mas não recomendo a viagem para quem tem problemas com altura. A gente se sente como que solto no ar. Eu mesmo acho que não repetiria essa proeza.
Como é que Santos Dumont teve coragem de se meter dentro de um avião e voar?
Está aí uma coisa extraordinária. Eu penso que Santos-Dumont era, apesar de magrinho e baixinho, um homem muito corajoso. Ele dizia que não. Que apenas “fingia coragem e enfrentava o perigo”. Mas esse não é exatamente o princípio das pessoas corajosas?
Sabe com que idade o Santos-Dumont voou pela primeira vez?
Aos 18 anos. Voou num balão, um passeio que durou duas horas. Ele diz em seu livro que não sentiu um pingo de medo. Ao contrário, lá em cima, no meio das nuvens, teve certeza que havia nascido para voar.
